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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Blog: na tela o que o teclar pulsa


O que mais admiro é a capacidade humana de escrever sobre o que quer dizer, o que precisa dizer, o que sabe dizer, o que gostaria de escutar, o que tem a comunicar e procura corresponder ou o que deseja de retorno, é a sua capacidade primeira de se colocar no lugar do outro, de quem busca a interlocução, de quem pretende tocar, cativar, ser amigo... sobretudo, porque “o ser humano consciente não está preocupado em combater o mundo que há, mas em criar o mundo que poderia ser” (El Morya).

Assim ao seguir nas infovias blogarianas e chegar nos endereços amigos a gente vai lendo o que cada um tem a dizer, nos dar a conhecer e nos possibilitar questionar, assentir, refletir, silenciar ou contra-argumentar. Diferentes identidades, estilos e dizeres múltiplos perfazem essa troca maravilhosa entre blogueiros. Cada um escolhe o que tem a ver com o que busca encontrar ou se surpreender. Novidades e pesquisas. Emoções e sentimentos. Valores pertinentes.


O que hoje escrevo não foge à regra dessas entrelinhas expostas, é sobre o que está cheio o meu coração (ver Lucas 6:45). Estou me recuperando da cirurgia dos joelhos, só posso andar em linha reta, dormir e sentar sem dobrar um milímetro das articulações afetadas. Igual a um robozinho. Preciso da ajuda da família nas necessidades mais básicas. E este é um novo (re)aprendizado, o de ser guiado pelo outro e voltar a ser dependente. “É a vida, é bonita e é bonita [lembrando ainda que] somos nós que fazemos a vida como der, ou quiser ou puder” (Gonzaguinha). Humor melhorado.

Estou de volta, com uma nova etapa a enfrentar. A recuperação. E assim sem medo de ser feliz submeto-me às novas aprendências. Coube-me um trecho de Vera Godoy e que aqui transcrevo: “Cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar oportunidade para que o veneno da maledicência se alastre. Nenhum passo tem importância vital como o de colocar perante a humanidade o Conhecimento Superior, Sua Fonte de Vida e seu Poder Transcendente”. Por ele encerro esta etapa de transição. Àqueles que acreditam nessa instância que percorro e aos que se conformam com a realidade a trilhar... “As coisas podem ser diferentes do jeito que a gente pensa” (Jandira Masur). Da pedra brotam flores? Com fé se move montanhas. E dá-lhe sabedorias. Amém!

Imagem 1: http://ricbrsp.blogspot.com/2009/10/respirando-e-vivendo-uma-vida-virtual.html
Imagem 2: http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1244011384_virtualzk3.jpg