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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Aurora Natalina: mundo de paz e longevidade

O que conecta o sentimento do Natal há tantos séculos? O que faz a magia desta data?

O Natal lembra o enigma dos rituais que ocorrem em cada troca de estação, prenúncios de verão. A luz do Sol energiza o potencial dos seres naturais. Natal, natalício, vida nova a renovar espécies.

Os napônicos são lá do norte da Europa e como todo povo indígena do mundo inteiro tem direito de manter e desenvolver a sua própria língua. A mudança de estação é muito esperada para quem por lá vive um clima de longo inverno e impiedoso por quase 200 dias anuais, abaixo de zero, alguns dias 30C negativos ou mais. Para eles o Sol tem significado muito especial. Algo sagrado. Mágico. Grávido de esperanças.

Natal. Sol. Vida nova. Claridade. Sementes. Plantios. Regas. Flores. Cultivo de paz. Fraternidade. Esperanças.

Por lá o Sol da Meia- Noite, a Aurora Boreal, fenômenos naturais fazem sentir a Terra tocar o Universo.

Sauna é palavra incorporada ao ritual indígena dos povos sami ou napônico. Purificação dos corpos vinculada com o calendário agrário e folclórico. Casamentos e Colheitas. Fertilidade. Sauna, Sol, Suor, Alegria. Novo natalício. Purificação. Longevidade. Na Lapônia, a sauna finlandesa, assegura ao Pai Natal tamanha longevidade.

Do banho de sauna ao banho de Sol. É dezembro.

Tempo sagrado e consolidado pelos índios de lá. Milênios. De onde vem o espírito natalino. Para eles: “o Natal é a melhor festa, e o pobre é o melhor convidado”.

O ritual começa com o pôr do Sol do dia 24 de dezembro, a interminável noite hibernal vai se despedindo e a boa estação não está mais longe. As crianças oferecem arroz e leite para as renas e pensam no presente. Dias mais alegres. Férteis. Cheios de Luz. Por quê? Ora, lá vem o SOL...

Há quase 80 anos, um programa de rádio infantil de lá afirmou que o Papai Noel vivia na montanha dos arredores de Romaniemi, no Estado da Lapônia, situada no círculo polar, no topo da Terra. Espalhou-se por toda a Terra e milhares de cartas por dia e do mundo inteiro chegavam no posto de Correios daquele país. Anualmente, as tantas gentes correm para receber as benções esperadas pela reputação, ou melhor, oferenda de seus comportamentos exemplares.

A Literatura Infantil nos presentifica a versão de Hans Christian Andersen, do Sol, do calor humano bastante esperado pela “Pequena Vendedora de Fósforos”, em tempos de muito frio e solidão no meio das gentes tão ocupadas em final de ano. Atarefadas. Extasiadas. Ela passa invisível. E sonha. Imagina. Feliz e aquecida. Ao estilo de Andersen. Infância pobre como a sua. Rica em Imaginação.

No Brasil de Monteiro Lobato, na década de 1920, já se falava de um natal regional, políticos nacionalistas, recriaram o “Vovô Índio” lobatiano, ressignificando a versão do Pai Natal, o folclore dos povos nórdicos, o milenar ritual indígena de lá. O vovô cafuzo, meio índio meio negro, por aqui fazia brinquedos de madeira, artefatos construídos a serem entregues no Natal ou Dia de Reis. Brinquedos rústicos contrapondo-se ao industrializados, aos importados.

Nos tempos atuais, os Correios por aqui assimilaram a tarefa de receber cartinhas de milhares e milhares de crianças. E os adultos se mobilizam para atender o espírito natalino que une as pessoas revisitando rituais e desejando as benções do Menino Jesus. Nova vida. Vida nova.

E assim, diante do sentimento que nos atravessa, desejo a todos Feliz Natal!

Que todas esperanças e sonhos possam se realizar dessa promessa de felicidade que nos fazemos e a outros. Desejos infinitos de que possamos fazer as gentes daqui ou de outros lugares mais felizes. E a nossa oferenda? O que fizemos de bom para merecer apreços?

Em terra tupiniquim de papagaios, araras, preguiças, peixes-bois e antas, temos Sol o ano inteiro, como aqui no Norte, cujo inverno beira no máximo a 18C. Talvez alguns dos brasileiros precisem, sem tanto marketing, rever conceito de dignidade, amizade, respeito e uma ficha mais limpa... 2011 será melhor!!



sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal combina com leituras: novo selinho


Adrianne Ogêda, chegou de uma bela Ilha, verdes-mares, com uma boa novidade, depois de me oferecer conchinhas imaginárias lançou-me o selinho para casar o espírito natalino - as nossas representações, identidades e "renascimentos" - com leituras, através de livros lidos em 2009, outras identificações ou nascimentos. Vale a pena ir até lá e conferir suas sensações, percepções e (re)descobertas advindas da ventura de conhecer Fernando de Noronha.

As regras são:

Enumere 10 livros que o/a marcaram este ano:

1. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social, de Roxane Rojo
2. Da fala para a escrita: atividades de retextualização, de Luiz Antônio Marcushi
3. Alfabetização possível: reinventando o ensinar e o aprender, de Jaqueline Moll
4. A arte de escrever, de Schopenhauer
5. Tomada de consciência e conhecimento metacognitivo, de Sandra Regina K. Guimarães (Org.)
6. Os significados dos desenhos de crianças, de Ângela Anning e Kathy Ring
7. Frato, 40 anos com olhos de criança, de Francesco Tonucci
8. Tantas palavras, todas as letras, de Chico Buarque
9. Mulher com o seu amante, de Stella Pessôa
10. Memórias de um suicida, de Yvonne A. Pereira

2) Responder a pergunta:

- O que é que gostas mais de fazer no Natal?

Estar com a família e em minha casa, incluindo meus quatro daschund teckelI, popular salsichinhas. Mas, podemos estar juntos em qualquer lugar também. E imaginar, sonhar e planejar o amanhã mais feliz a todos através de meu trabalho pedagógico partilhado com muitos colegas. Ouvindo o diferente e aprendendo muito mais para melhor re-olhar e repensar o cotidiano, o ambiente e as nossas relações interdependentes para novos vôos.

3) Dar este selinho a pelo menos 3 pessoas (clique nos nomes das colegas para chegar até seus blogs).

Lenira, Deolinda, Claudiane e Vanda, penso que vão brigar menos na escolha, eh! eh! eh!, o quarteto está cada vez mais afinado. Dá uma olhadinha no blog delas.

Marli Fiorentin, do delicioso "Ficção versus Realidade".

Raquel, blogueira recém-descoberta, através do blog de professora Socorro Braga, de Bragança-PA.

Estou louquinha para conhecer as leituras de vocês também.