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terça-feira, 15 de março de 2011

O Troco: limerique enovelado de Tatiana Belinky

“Dar o troco” deveria significar sempre retribuir um belo gesto com outro belo gesto.

Como professora de educação infantil, aprendi a recontar histórias feitas para crianças, e de qualquer idade. Porém, preferi por aqui reapresentar crônica de Tatiana Belinky (para ler, ir rolando até lá embaixo), pela singeleza natural desta escritora que, no alto de seus 90 anos, testemunha-nos que dentro dela continua vivinha a criança que foi e a faz se aproximar de crianças e jovens.

E por aqui penso naquele ou naquela que não gosta de criança ou que nunca gostou de brincar. Se professor ou professora tem pouca chance de conviver com as muitas crianças ou jovens que estão nas escolas. Para aprender com elas é preciso sensibilidade e identificação com a profissão.

Você também pensa assim?

Fico mesmo muito feliz com o assentir e as ressonâncias que me chegam de fadas, elfos, nereidas, gnomos junto às tantas magias infantis achegadas e a corporificar hoje corpos adultos.

Como o diálogo das aprendências pode acontecer?

Tatiana ajeita palavras sábias a respeito de que as “crianças são incrivelmente inteligentes desde muito novas. Elas são como pequenos gravadores. Absorvem tudo o que está a sua volta. Uma vez uma professora me perguntou porque as crianças não gostam de estudar. É simples. Criança não gosta de estudar, gosta de apreender, ler o mundo. Elas têm uma lógica irrefutável e são muito atentas”.

É preciso respeitar a infância, resgatando o significado da imaginação e da curiosidade infantil. Um conto sempre surpreende seus leitores ou ouvintes. A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Nada nos surpreende mais que a ética, a solidariedade, a tolerância, a bondade em mundo de competitividade voraz e desenfreada, onde as pessoas estão apressadas, pouco tempo se reserva para uma boa conversa, mesmo em casa, onde se anseia por mais aproximação e cooperação entre as pessoas.

- Como faremos um mundo mais feliz sem incorporarmos a alma de uma criança? Com ela nos religamos à vida.

Pedagogia retrógrada é aquela que segue na contramão do que Bachelard (1988) nos inspira sobre o respeito à criança, porque “horas há, na infância, em que toda criança é o ser admirável, o ser que realiza a admiração do ser”. Com Richter (2004), nos reconstruímos cada vez mais por “considerar a criança como sujeito ativo e capaz (...) O seu poder de imaginar vai muito além das palavras ao alcançar outros sentidos e significados não verbalizáveis de sua experiência. Respeitar a especificidade do seu momento de vida infantil significa preservar seu modo poético de abarcar o vivido, sua maneira imediata e lúdica de enfrentar o mundo e a si mesmo. Implica considerar pedagogicamente o modo singular de cada criança no seu encontro com o mundo, maravilhando-se ou horrorizando-se, criando e inventando significados que ultrapassam o sentido único, no desafio de conhecer a si próprio no ato de imaginar, interpretar e constituir realidades”.

Brincadeira é coisa séria e importante para nos constituir seres humanos amáveis e integrados ao meio. A etimologia da palavra escola é alegria. E as alegrias são culturais e aprendentes. É a ecologia da vida.

Um conto provoca reconto, desenho, teatro, música, jogo, pesquisa e outras escritas. "O troco" é bela crônica de Tatiana... a mexer com nossa dignidade amorosa.

“Na esquina da Sete de Abril com a Bráulio Gomes, o cafezinho era ótimo, e eu não deixava de saboreá-lo sempre que andava nas proximidades. Naquela tarde, lá estava eu, como de costume, esperando no balcão pelo meu puro-sem-açúcar, quando reparei no garoto parado do lado de fora. Teria uns doze anos, e a roupa surrada, grande demais, sobrava no seu corpo magrinho. Seus olhos escuros e tristes passavam de um freguês para outro, até que se detiveram em mim. Ele aproximou-se timidamente e disse baixinho:

- A senhora podia me comprar um sanduíche?

Eu até lhe compraria o sanduíche, mas aquele lugar era um balcão de bar, não uma sanduicheria!
- Sinto muito, aqui não vendem sanduíches, menino – falei.

Mas o garoto retrucou de pronto:
- Eu sei, mas tem lá na frente! – E indicou uma lanchonete do outro lado da rua, na esquina da Marconi.

- Espere um momento – falei e abri a bolsa à procura de uns trocados para o tal sanduíche, que devia custar dois ou três cruzeiros (o cruzeiro era a moeda brasileira até 1994, quando foi substituído pelo real). Só que a menor nota que encontrei na carteira era uma grandinha, de cinqüenta cruzeiros; muito mais que o necessário. Mas o garoto era tão subnutrido, tinha uma carinha tão triste, que lhe estendi a nota de cinquenta, pensando: “Ele bem que precisa, isto lhe dará para muitos sanduíches, bom proveito!”. E voltei-me para o cafezinho que acabava de chegar, já esquecida do menino que saíra correndo, sem mesmo um “muito obrigado”.

O cafezinho estava bom, bem quente, e eu, degustando-o devagarinho, ainda estava no meio da xícara, quando de repente aquele menino surgiu diante de mim, com o sanduíche numa mão e algumas notas de dinheiro na outra, que ele me estendeu, muito sério:

- O seu troco, dona!

E como eu ficasse parada, sem reagir – de surpresa -, ele meteu o dinheiro na minha mão, resoluto, e então sorriu:

- Muito obrigado!
E foi-se embora, rápido, antes que eu pudesse dizer-lhe “fique com o troco”, como era a minha vontade.


É verdade que eu podia ter ido atrás dele, podia tê-lo chamado, mas algo me disse, lá no meu íntimo, que eu não devia fazer isso. Devia mais era aceitar a dignidade com que aquela criança pobre não abusou do meu gesto, que, evidentemente, entendeu não como uma esmola, mas como uma prova de confiança na sua correção...".



Somos divinamente humanos.
Falar de afetividade, bullying e paz na escola é nos dar nova oportunidade de sermos mais felizes com os alunos e com a comunidade. Faz parte das aprendências! 


Referências
BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 1988. (p. 111)
BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? 5ª. reimp. São Paulo: Ática, 2008. (p. 28-29)
RICHTER, Sandra. Criança e pintura: ação e paixão de conhecer. Porto Alegre: Mediação, 2004. (p.32).

terça-feira, 11 de maio de 2010

Desafio: as 6 coisas que você não sabe sobre mim


Max Martins me propôs escrever um meme sobre o tema "As 6 coisas que você não sabe sobre mim". Resolvi escrever sobre a infância e a forma inteira que aprendi a gostar da terra e das coisas que ela dá e ensina a semear, a cultivar e a colher.

Sugere indicar alguns colegas blogueiros. Assim escolho 3 deles. E como Max mesmo nos diz, “é uma forma bacana de conhecer um pouco mais as pessoas com quem trocamos ideias na internet”. Embora, tenha a mesma opinião que o Franz em sua postagem acerca do mesmo tema, porém, não deixo de também participar.

1. Adorava vasculhar os gibis de meu irmão, desde os quatro anos, e minha mãe diz não saber o que me fez aprender a ler e a escrever aos cinco anos de idade. Apesar de ela ser professora de 1ª série na época e durante 33 anos. Além de que eu ficava admirando as réguas, esquadro e o compasso que ele utilizava na escrivaninha de casa. Pedia para eu não mexer, mas, quem resiste aos objetos do desejo? Assim aprendi a relacionar duas coisas que me apeteciam literatura e geometria. Adorava ouvi-lo falar da aula de desenho, com aqueles instrumentos poderia se construir uma casa, um prédio e até um carro. Aprendi lendo todos os recursos das HQ, os gibis variavam e depois vieram os livros dos contos de fadas. Eu me encantava neste mundo. Um pulo para eu mexer nas enciclopédias e diferentes livros que minha vista alcançava. As paisagens dos outros lugares me faziam de fato viajar. As pessoas diferentes me chamavam para conversas “virtuais” – imaginárias. Assim aprendi a ler o mundo no chão da sala e do lugar de estudo de meu irmão.

2. Outros encantos me fascinaram, esses estavam no quintal de minha casa e de minha avó, dois quintais à direita do nosso. Eram as formigas, as galinhas, os patos, os gansos, os gatos, a goiabeira, as bananeiras, os mamoeiros, o pé de abricó, a jabuticabeira, os guapês, as pitangas, as ameixas e as amoras. Ah! As parreiras do vizinho do lado esquerdo. O que eu não suportava? Eram no quintal da vovó, as mamonas espinhudas, machuquentas, assassinas. Cair nelas? Ainda tinham os diferentes cogumelos nos galhos ou troncos caídos, apodrecidos. Tinha certo medo de vê-los abertos, ficava imaginando bichos peçonhentos e histórias de duendes me assombravam, outros momentos não mais. Morria de medo de sapo e aranhas nem tanto. Até que um dia, no terreno da minha avó, apareceu um camaleão e me assustou. Era grande e nunca tinha visto um. A linguagem dos bichos e os cheiros das frutas e todos os seus ciclos me ensinavam a ler o tempo. Pois, me angustiava com a falta delas em determinada época do ano. Além de que ficava brincando e disputando com os pássaros os alimentos fresquinhos. Corria atrás das borboletas. E imaginava outros bichos em outros lugares. E ia zarpando aos livros, enciclopédias e gibis para encontrá-los. E as diferentes histórias continuavam a me encantar para além dos contos que ouvia.

3. Terceiro ponto dessas coisas da infância a contar aqui. Eram os vidrinhos e embalagens que chegavam em casa, colecionava-os e queria saber no que poderiam conter ou se transformar. Sonhava em ter perfumes diferentes de flores diferentes. Eram poucas as que nos quintais encontrava, só no vizinho que ficava entre nosso quintal e de minha avó. Ah! E no quintal de meus avós maternos, tinham rosas vermelhas e cor-de-rosa, um lírio e algumas flores silvestres. Lá naquele quintal mais distante também estavam as cantigas de roda e todas as brincadeiras que inventávamos na roda, eu e meus primos e primas. Éramos assistidos e aplaudidos pelos adultos em volta ou nas janelas.

4. Quarto ponto, veio um pouco mais tarde, quando conheci meu esposo, aos 14 anos de idade, comecei a ler outros livros. Primeiro, as biografias de cientistas e suas descobertas importantes para a humanidade e os músicos eruditos que ele foi me dando a conhecer, depois ele me apresentou a Taylor Caldwell e a história de Lucano (Lucas), o apóstolo médico. Com ela, a vontade de ter um filho e chamá-lo de Lucas. Tive somente duas meninas. Elas disseram-me que se uma delas tiver um filho talvez batize de Lucas. Sem cobranças. A história do médico evangelista é belíssima. Como eu morava na rua Dr. Leocádio, sempre quis saber referências dele, mais tarde, Enéas me presenteia com o livro sobre a vida de Leocádio Corrêa, outro grande médico, jornalista e político abolicionista de Paranaguá (PR). O livro muito bem escrito trazia sua bela biografia. É espírita.

5. Quinto ponto, as aprendizagens que tive com as crianças do Colégio Estadual José Bonifácio, alunos da pré-escola e das terceiras séries. As aulas-passeio eram constantes na redondeza do bairro e no centro histórico de Paranaguá. Ia somente com eles e a pé. Conhecemos a história da construção da Igreja de São Benedito, a da Fontinha Velha e a da Santa Casa de Misericórdia. O relatório que os alunos produziam, fazia os demais professores se e me questionarem sobre a autoria daquelas escritas. Os problemas do bairro eram detectados naqueles relatos. As músicas eram ilustradas. Isso tudo em 1988 e 1989. Tempo que consolidava o construtivismo no Brasil, logo após o movimento das diretas-já e próximo da eleição para presidente do Brasil.

6. Sexto ponto, quando fui chamada para Secretaria de Educação do Paraná, em Curitiba, pelo trabalho que desenvolvia com os alunos do colégio e o resultado das aprendizagens, as reuniões com as famílias tinha sempre um significado importante, pois, nelas os alunos mostravam o que aprendiam aos seus pais e faziam as atividades com eles. De filho ou filha para pai, mãe, irmãos ou avós. Cada vez mais as reuniões lotavam. Fiz parte das discussões sobre as mudanças de currículo através dos cursos “Repensando e reformulando o currículo de 1º. Grau”, com todos os municípios paranaenses. Eu representava as escolas do litoral e o Núcleo Regional de Educação de Paranaguá. Foi o meu melhor aprendizado trabalhar com outros professores, mestres e doutores discutindo as bases marxistas da educação, o olhar holístico e sobre os processos cognitivos, metacognitivos, mediação pedagógica, currículo e avaliação. Depois, de tudo isso o tempo de deixar o Paraná e optar por morar, nas circunstâncias da época, no Pará. Para cá vim e ingressei na rede municipal de educação através de outro concurso público. Terminei o Curso de Pedagogia e fiz Psicopedagogia por aqui. Desta forma, pude contribuir na formação continuada de professores da rede municipal desde 1993.

Indico algumas colegas para continuar a brincadeira proposta:
A Adrianne Ogêda que voltou recentemente, na blogosfera, maravilhosa e dando-nos boas dicas de leitura.
A Marli Fiorentin, professora apaixonadíssima que está a redescobrir com as crianças da educação infantil o significado de ser educadora.
A Maira Miranda, outra professora apaixonada, que faz parte do curso “Mídias na Educação”, lá dos pampas como Max e Marli.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Letramentos por entre barcos, rios, pontes, açaís, jogos, sonhos e alegrias: cotidianos a navegar

Gosto de ser gente porque a História em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades e não de determinismos. (Paulo Freire, 1998, p.58-9).

Crianças ribeirinhas vivem uma infância abreviada por conta da subsistência de suas famílias. O açaizeiro magricelo e alto é o prazer delas que olham sua altura e se colocam a subir. Quanta destreza e agilidade. Descem com um cacho farto de açaí. O lúdico permeia!?

A palmeira não suporta o peso do adulto. E seus filhos são pequenos e fortes. As crianças parecem pequenos anões, suas pernas se moldam a cada "trepada". A corporeirade traduz o lugar de onde vem.

As crianças de 4 e 6 anos são poupadas. Daí em diante ao suportar o peso do fruto começam a colher para a família vender na feira ou mesmo se alimentar.

Chegam na escola com a infância pela metade, pois, parte do tempo se dedicam à colheita.

Qual o sentimento e o sentido de infância que as famílias lhes dão?

Os professores dessas localidades pensam projetos para dar mais alegria, delicadeza, criticidade e amenizar a vida enrudecida: literatura infantil, cultura lúdica, músicas, artes, risos, sorrisos, hortas do conhecimento, visualidade ribeirinha. E as crianças a brincar no tempo, que lhes sobra, por entre pontes, canoas, árvores, rios, letras e suas harmonias.

Qual é a infância que as nossas crianças hoje vivenciam? A vaidade por aqui em nossa sociedade consumista impera, e as princesinhas de cá querem participar de concursos, desfiles, usar batom...

A cidade faz das crianças pequenos adultos, e também imperfeitos, a ilha faz delas pequenos trabalhadores, também explorados. Que tempo retornamos?

Quais os riscos que correm? Cair do açaizeiro? Ou nas malhas da pedofilia? Exploração das imagens? Dos seus corpos que se moldam ao contexto?

Literatura infantil? O olhar ampliado mais crítico, mais criativo, mais criador, mais humano, mais próximo. O conhecimento contruído pelas crianças, sabemos pela práxis que é fruto de um trabalho bem mais intenso de criação, significação e ressignificação. Buscam sempre o sentido próprio para as coisas de nosso mundo.

A vida é sonho. Navegar é preciso! Os sonhos? Sonhos são!

O lúdico resgata a infância. Os cantos, as músicas, os brinquedos e as brincadeiras não estão fora de moda. Independente das condições sociais é nata a forma de brincar. As crianças trazem o lúdico no sangue. Mas, as festas das famílias no tempo da colheita mostram adultos nem sempre tão preocupados com as crianças que ali estão e põem em jogo as diferentes formas de se divertir.

Outro problema por lá, os turistas que passam ao largo vão despejando seus copos, garrafas plásticas, papéis etc. por sobre as águas. As águas trazem tudo o que se descarta e, por vezes, na rede vem um peixe engasgado.
Um projeto pedagógico nasce de uma situação-problema. No re-olhar da situação podemos ver, com o apoio de Kleiman (2000, p.238), a construção de um projeto de letramento, que reaproveite a realidade local e dê corpo a um "conjunto de atividades que se origina de um interesse real na vida dos alunos e cuja realização envolve o uso da escrita, isto é, a leitura de textos que, de fato, circulam na [comunidade] e a produção de textos que serão totalmente lidos, em um trabalho coletivo de alunos e professor[a], cada um segundo a sua capacidade".

O que o currículo da escola está a nos apontar? Como a escola pode fazer a diferença na vida dessas crianças? Vamos repensar as questões sociais no pedagógico e encontrar a melhor forma de mediar, temperar a crítica e ampliar o olhar cotidiano através das leituras, releituras e retextualização.

Mais poesia e ciência, multirreferencialidade e autopoiesis - como a condição humana de seus múltiplos pontos, contrapontos ou religares, buscando o divinamente humano de nossa natureza...

Açaí, barcos, jogos, alegrias culturais, letramentos. Ressignificação! O olhar se amplia com a introdução de novos elementos e as possibilidades dialógicas.

É justamente em momentos de desconforto entre o saber e o conhecimento sistematizado, o anterior e o novo, que se dissipam a percepção das diferenças entre aprendizagens e não aprendizagens (Vygotsky, 1988).

Qual o universo vocabular dos alunos? As palavras gestadas em seu meio? Educação é conscientização. É reflexão rigorosa e conjunta sobre a realidade em que se vive, de onde emana o projeto pedagógico. Ciência, cultura e cidadania, aspectos múltiplos e pertinentes de assumir o letramento, ou seja, os letramentos múltiplos da vida social, como objetivo único e estruturante do trabalho escolar em todos os ciclos e fases.

Sobre os sonhos? Calderón (2008, p.22) sempre nos emociona em seu acordar a nos dizer: "Que é a vida? Um frenesi. / Que é a vida? Uma ilusão, / Uma sombra, uma ficção; / O maior bem é tristonho, / Porque toda a vida é sonho / E os sonhos, sonhos são". Em tela, este é um dos retoques da querida Stella Pessoa que, em sua reengenharia das palavras, me presentificou, entre outras leituras, a de La Barca.

Referências
- BARCA, Calderón de La. A vida é sonho. São Paulo: Hedra, 2008.
- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 7 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
- KLEIMAN, Ângela. O processo de aculturação pela escrita: ensino da forma ou aprendizagem da função? In: KLEIMAN, Ângela; SIGNORINI, Inês (Org.). O ensino e a formação do professor: alfabetização de jovens e adultos. Porto Alegre: Artmed, 2000. (p.223-243).
- VYGOTSKY, Lev Semyonovich. A formação social da mente. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.


Imagem 2: arquivo pessoal
Imagem 3: http://radionews.musicblog.com.br/38957/Menino-Exibe-o-Cacho-de-Acai-Que-Colheu-na-Floresta/ (modificada)
Imagem 4: http://www.masp.art.br/servicoeducativo/assessoriaaoprofessor-nov07.jpg

sábado, 9 de maio de 2009

Formação Continuada: ações demasiado humanas

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"Se você pudesse voltar ao tempo, o que mudaria?", esse foi o convite feito a professores(as) e técnicos(as) da escola para facilitar a construção de memorial sobre o próprio processo de letramento. Segundo Lacan (1969), “um ser que pode escrever a sua marca, isso basta para que ele possa se reinscrever noutra parte além dali onde a gravou”. Convite a ver o mundo com os olhos de Criança em busca da sua Palavra-Mundo. Foram embalados por: Brahms’ Lullaby (Canção de Ninar de Brahms) e Clareana, de Joyce.