O aprender é um processo vital, indissociável da dinâmica do vivo. E esse cantinho, revendo processos e experiências de aprendizagens, busca suscitar e reconstruir as raízes interligadas do pensamento rizomático.
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA – Módulo I V TURMA DE PSICOPEDAGOGIA – MAIO/2009
Constrói-se conhecimento com o outro, resgatando a auto-estima, dialogando, recolocando palavras, revendo contextos, realidades e processo de formação. Criar um boneco é a busca pela identidade do psicopedagogo e de ver-se ressignificado nele. Nas dinâmicas que abrem e fecham o curso vamos revisitando sentimentos, emoções e saberes. Ao final, retornam às questões iniciais: como é o teu nome? como você se chama? como o outro te chama? como você gostaria de ser chamado? Nem todos gostam de mexer em sua história, mas, procuram saber a origem de seu nome e o próprio chamado. Vocação quer dizer “chamado”. Chamar é diferente de dizer o nome. Como você se cuida? Como você se toca? Como você ouve a tua voz? Que voz é essa que nos constitui? Que desejos são esses que ecoam? São meus? São nossos? Somos influenciados e influenciáveis? Como você se ama? Somos produtos do meio e seguimos a Outridade ou debatemos com esse Outro que nos habita? Que sujeito cognoscente somos nós? Para lidar com as aprendizagens precisamos antes saber como nós aprendemos? Refletir sobre as ensinagens que nos afirmam, sobre escolhas, caminhos e ressignificados. Assim alunos e alunas durante esse módulo aprendem a discutir com o chamado e o chamar-se, atribuindo nomes aos sentimentos e às suas vivências, emoções, afetividades, percepções e visões de mundo, de lugares e à forma como ocupamos nosso espaço no tempo dessas aprendizagens. Que certezas nos constituem? O boneco? Vem da realidade externa à obra que traz traços marcantes na escolha da vestimenta, do calçar-se, no corpo e sua corporeidade. Aparecem bonecos sem braços, sem corpo, em mosaico ou montagens, com partes do corpo substituídas, obras inacabadas. O projetar-se vai se mostrando e representando princípios éticos e estéticos, produções que direcionam o fazer de forma descontraída ou séria, compenetrada, preocupada ou relaxada. O ato de reinventar-se está nas mãos do artesão. Segundo Salles (2001), “trata-se da teoria que se manifesta no ‘conteúdo’ das ações do artista: em suas escolhas, seleções e combinações”. O inacabamento tem um valor dinâmico, aproximativo. A construção gera outras construções em cadeias infinitas.