quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O SABER, O APRENDER E O ENSINAR: autonomia da criança x autoridade do professor


A mãe e a professora: conversas sobre processos de mediação

Muitas vezes as mães se mostram inseguras e, até mesmo sem querer, criam dependências em seus filhos e filhas, nossos alunos e alunas. Elas querem que seus filhos aprendam, mas, não percebem os limites das aprendizagens e acabam gerando dependência mútua. A conversa entre uma acadêmica do curso e a mãe de uma criança colaboradora despertou-me a vontade de falar sobre tal assunto. A menina de seis anos é sua aluna na igreja de Escola Sabatina. A mãe se surpreendeu com a criança, a professora foi firme e segura na mediação. A criança confiante se sentiu livre para acreditar no seu próprio saber.

“No domingo à noite, após falar com sua mãe levei-a para uma sala reservada e expliquei sobre o trabalho. Antes sua mãe me falou que Marcelle escreve com uma pessoa falando para ela as letras, mas expliquei que ela iria escrever sozinha. Ela concordou em ajudar e dei as instruções. Comecei a ditar a primeira palavra (borboleta – após cantar com ela animadamente a música da borboletinha), e ela me perguntou qual era a letra. Falei novamente sobre escrever como sabia, e então começou a escrever. Soletrava sílabas enquanto escrevia, e assim continuou com o dedo na boca, pensando e soletrando. Quando chegou na palavra nariz, ela parou, pensou, falou o som do iz no final da palavra e escreveu marisi. Na frase ‘A borboleta está na cozinha’, antecipou o s do está. Sua escrita é alfabética, sem segmentação entre palavras. Para desenhar, escolheu a borboleta, o pau e o nariz. Falou bem baixinho sobre o fato de só saber fazer o nariz como triângulo, meio sem-jeito".

O que é o erro? Por que no ato do desenho da borboleta, lembrou-se do nariz? Por sentir vergonha de desenhar assim o nariz e ter exitado em escrever a palavra? O erro deve ser entendido como uma oportunidade, um desafio e não uma ameaça. Na confiança da mediadora que lhe conferiu espaço para problematizar, questionar e reformular estratégias, a criança foi percebendo que o erro pode ser construtivo. Não apagou a sua primeira tentativa de escrever pau (ensaio do t no lugar do p), aconselhada a escrever ao lado, somente rabiscou em volta. Se verbalizasse seu conflito, encorajada poderia re-olhar saberes, problematizar e encontrar soluções remediativas. Apesar desse silenciar, ela encontrou o que buscava. Bons ensaios de mediação! Autoridade comprovada!

- E agora, mamãe? Para ajudar as mamães a repensarem saberes e rever a função educadora enquanto também mediadoras do conhecimento na escola da vida, tão intensamente entrecruzada de olhares e tocares, idéias, vivências e confluências de sentimentos, emoções, razões, mitos, ilusões, sonhos, verdades e utopias.

Didática Piagetiana e a Orientação Pedagógica: os que as mães precisam saber para se sentirem mais tranqüilas, e sem deixar de serem amorosas.

A criança paparicada demais pode se sentir tolhida quando a mãe faz tudo por ela como prova do seu grande amor. A pequenina não come sozinha, não escolhe a roupa que quer vestir, não calça seu sapato, não pega um copo de água(?!).

A criança aprende é com a experimentação. O bebê cai e se levanta quando está aprendendo a andar. Ao tentar proteger o filho ou a filha para que não tenha nenhuma queda contribuímos para que essa criança se torne medrosa e receosa.

O meio termo é a melhor medida. A criança que se sente amada na medida certa se torna muito mais segura, se desenvolve cognitivamente, sente vontade de explorar, de aprender coisas novas, enfim, se sente equilibrada. É preciso amar com responsabilidade.

A afetividade é o motor da inteligência, segundo Piaget. E uma forma de se relacionar afetuosamente é demonstrar que se está realmente interessado na aprendizagem da criança. Em sua autonomia. E a nossa autoridade? Ressignificar os próprios sentimentos.

Desenvolvimento Cognitivo
• Nunca subestimar a criança quanto a suas capacidades. É muito comum esperarmos que elas não sejam capazes de realizar determinadas tarefas e facilitarmos suas ações (como abrir a lata de biscoito, a se limpar no banheiro, desembalar a bala, alcançar um objeto que esteja no alto etc.);
• Não fazer pela criança aquilo que ela pode fazer sozinha. Propor sempre que ela resolva por si mesma. Quando muito, dar uma pequena ajuda, mas nunca substituir a ação da criança pela sua.

• Não basta que ela faça algo é preciso que compreenda o que faz. Ela precisa construir e edificar as aprendizagens, através de seus próprios modelos, conceitos e estratégias.
• O adulto mediador gradua a atividade de acordo com o nível da criança. E o grau de dificuldade deve ser crescente, por andaimagem.
• Se a criança aprende pela própria ação é preciso deixar que ela tente, experimente, observe...
• Não ensinar verbalizando ou explicando. A criança aprende com a ação! É escrevendo que ela aprende a escrever. Deixá-la consultar suas “memórias”, dar espaço para pensar e interpretar.
• Deixá-la fazer perguntas e se sentir livre para ler o mundo, falar com o outro etc. A criança conversa inclusive quando trabalha. Conversa é socialização. Para ela, é difícil realizar uma tarefa não conversando. É-lhe natural. Mais espontâneo.
• Se não for possível uma ação sobre o conteúdo é porque não é útil para a criança. O conhecimento útil é passível de ser transformado numa ação apropriada (motora, representada ou verbal). Torna-se bem mais significativo.


No mundo atual, percebemos que os pais e as mães se sentem meio perdidos diante da correria, da influência midiática, do controle da própria ansiedade, no fortalecimento das próprias inseguranças diante da violência e de um mundo cada vez menos cooperativo olhando - com a criança as janelas... E desse cotidiano ouvimos um pai, na escola, que nos disse em desabafo: "eu não sei mais o que fazer com meu filho, ele aqui está para que vocês façam alguma coisa por ele, entrego na mão de vocês...". Somos mediadores no papel de orientadores educacionais. E vamos enfrentando as realidades assistencialistas e escassa geração de renda. Trabalhamos o imaterial: a formação das crianças.

- E o Brasil?

E daí? Como fica a professora, a coordenação pedagógica frente aos pais que se rendem a determinadas condutas de seus filhos-alunos? O que está errado? E a bolsa-professor? Inspirei-me na postagem da Jenny refletindo sobre a profissão-professor e o comentário que lá deixei em Professores do Brasil.

sábado, 31 de outubro de 2009

Alfabetizar-se letrando na cultura escrita...

RECEITAS NOVAS?
MAIS SABOROSAS?

A postagem feita, em 27.10.09, que me inquietou e igualmente levou educadores a refletir mais um pouco sobre a aprendizagem da leitura e da escrita e a relação alfabetização x letramento x cultura escrita foi provocada por uma aluna de Pedagogia, que atualmente estuda o sexto período do curso. Ver postagem original em noah chiavenato. Fico animada pelo que nós professores aprendemos com os nossos alunos que nos fazem refletir mais sobre o processo que estamos construindo em nossas interlocuções com leituras, práticas, debates, releituras e reescritas. E "dá-lhe" desconstruções! Somos aprendizes a nos deixar tocar e revisitar nossas próprias certezas. É com essa simplicidade que vamos caminhando, conversando e sobre contrariedades, identificações e reinvenções.

As nossas postagens e comentários refletem esse desejo permanente de aprendermos com o outro. Sabe-se que para ser um ato de conhecimento o processo de alfabetização demanda uma relação de autêntico diálogo. Aquela em que sujeitos do ato de conhecer se encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido. Nesta perspectiva, portanto, os "alfabetizandos" assumem, desde o começo mesmo da ação, o papel de sujeitos criadores.

Como nossos interlocutores trago alguns pensadores da área para, em conformidade, com a postagem crítica da Fátima em questão dos métodos
, sobre a reportagem da Folha de São Paulo, a respeito das experiências de alfabetização no país e a relevância de como se dá ao método fônico contrapondo-se à forma de conceber a escrita enquanto representação da linguagem, ou seja, hoje nós da área re-olhamos a escrita não mais como simples código de transcrição gráfica de unidades sonoras. Mas, qual é o método mais acertado? Repetindo-se ao que Noah questiona (?!) e ao de tantos outros estudantes mais.

Sabemos que a criança aprende como um sujeito ativo que interage de forma produtiva com o objeto do seu conhecimento. Desta maneira, para apimentar o debate, segundo Pedro Demo (2009), o que se torna mais decisivo, nesse caso polêmico, é a qualidade do professor - "um bom professor alfabetiza o aluno, partindo do aluno, ajustando o método - método é algo instrumental, não é a razão de ser". E nesse debate reiteram-se:

Freire (1982): "aprender a ler e escrever já não é, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem".
Ana Teberosky (2005): "consegue ler bem quem teve algum tipo de oportunidade fora da escola. Os que dependem só dela são os analfabetos funcionais. A aquisição das habilidades de leitura e escrita depende muito menos dos métodos utilizados do que da reflexão que a criança tem desde pequena com a cultura escrita".
Emília Ferreiro (2001): "A escrita é importante na escola, porque é importante fora dela e não o contrário".

E por este motivo insisto no trabalho com crianças colaboradoras seja com estudantes de Pedagogia ou com professores em formação continuada a fim de aprender como Freinet (1979), pois, "meu único mérito como Pedagogo é talvez o de haver conservado uma influência tão marcante de meus primeiros anos: sinto e compreendo, como criança, as crianças que educo. Os problemas que elas se colocam, e que são tão grave enigma para os adultos, eu os coloco ainda para mim mesmo, com as claras lembranças de meus oito anos. E é como adulto-criança que detecto, através dos sistemas e métodos com que tanto sofri, os erros de uma ciência que esqueceu e desconheceu suas origens". No meu caso específico, aprendi a ler e escrever aos cinco anos de idade, na década de 60, entre 67-68, minha mãe me disse que de repente me viu lendo e escrevendo e não sabe explicar como. Por quê? Minha mãe, que era só normalista, se aposentou em 1976, e foi durante 33 anos professora de 1a. série. Eu frequentava a escola com ela desde os quatro anos de idade, andava de sala em sala e adorava ficar com as serventes e merendeiras da escola, ouvindo suas histórias e seus contos-cantos-encantos enquanto preparavam o lanche da meninada ou limpavam os banheiros tão cheios de escritas secretas em suas portas e paredes internas. Ah! eu adorava ler gibi. E ela não sabe ainda como aprendi...

Os 70 professores da escola, que eu trabalho como coordenadora, questionaram-se e aprenderam a ouvir melhor as suas crianças colaboradoras, em dezembro de 2008, re-olhando seus processos de aprendizagem:

- O que sabemos das crianças, de seus processos de desenvolvimento, da construção de seus conhecimentos, da ampliação de suas visões de mundo?

- O que conhecem sobre a escrita a partir do lugar de onde vivem? Como adquirem esses conhecimentos?

- Como interagem com a escrita – esse objeto cultural – e como interpretam o ato de leitura?

As perguntas foram as seguintes: "o que é escrita para você? para que se escreve? onde tem coisas escritas para se ler em casa? qual a palavra que você acha mais bonita? mais gostosa? etc.".

Os objetivos dessas entrevistas foram:
Geral: Analisar os processos de aquisição da escrita nas crianças, nas relações de ensino e no movimento das transformações histórico-sociais.

Específicos:
- Investigar processos e estratégias que crianças - da Educação Infantil aos primeiros anos - usam para interpretar a escrita no meio em que vivem.
- Identificar conceitos que a criança desenvolve a respeito deste tipo de linguagem antes do início de uma instrução formal.

Apresento alguns dos resultados na apresentação abaixo:


sábado, 24 de outubro de 2009

REFLEXÕES SOBRE PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO: saber ouvir, re-olhar e mediar

A competência docente – a autoridade do argumento:
O professor é um organizador das aprendizagens quando consegue realizar a transposição didática daquilo que aprende na teoria, de forma reflexiva e práxica, reinventa o conhecimento, mobiliza seus referenciais, recria seus próprios modelos e integra a autocrítica. O professor se permite aprender enquanto ensina, tornando-se sensível às aprendizagens e se dispõe a saber ouvir o aluno, e com ele re-olhar o movimento e as situações das aprendizagens que surgem no processo de construção do conhecimento. Nóvoa (2001) destaca duas importantes competências na prática docente: a organização e a compreensão do conhecimento e isto inclui a tomada de consciência, as habilidades metacognitivas, o autocontrole, os novos discursos. Educar significa propor questões, problematizá-las, reconstruir situações, desconstruir-se no processo enquanto se busca resolvê-las.


A autonomia do aluno:
Dentre as estratégias metacognitivas quando se faz conhecer o próprio conhecimento, os erros e as limitações se colocam a caminho das aprendizagens. É importante mobilizar os alunos a tomarem consciência do percurso de sua autonomia, por meio de atividades que estimulem a produção do “leitor”, daquele que se permite errar e soergue diante da produção de novos significados e sentidos. A autoria acontece nos questionamentos e desafios, na busca de argumentações e idéias, na reinvenção de estratégias para resolver problemas. E novos conhecimentos e aprendizagens advêm de emoções de caráter público, sentimentos de caráter privado, das percepções, relações, assimilações, contrariedades e de acordos que permeiam o cotidiano e suas realidades entrecruzadas. As interpretações e sínteses se tornam parceiras no processo de construção do conhecimento.

Poderia eu passar batida se o meu óbvio não me interrogasse em determinadas situações das aprendizagens dos alunos. Uma das aprendizagens mútuas que travamos em nossa roda cultural na turma do segundo semestre de Pedagogia sobre o conceito da escrita como representação ou enquanto código. Coloquei-me a ouvir o entendimento que tinham sobre representação enquanto liam o livro "reflexões sobre alfabetização", de Emília Ferreiro, e disseram-me haver entendido a diferença entre fonema e letra, a exemplo do “xis” da palavra exame: a letra é x e o fonema /z/... Não haviam percebido que ainda se tratava de códigos e não de representação. Depois conversamos sobre suas outras concepções de representação. Problemas semânticos como porque a letra é arbitrária, algo que ficou mais concreto na transposição conceitual de números e símbolos matemáticos pelos conflitos cognitivos que ainda sofrem... Que resenha seria essa? O entendimento deles era lógico - para eles - assim como para mim a palavra representação era muito óbvia...
Como venho me desconstruindo neste vai e vem, por me permitir escutar e não somente inferir sobre seus entendimentos e dificuldades de compreensão. Neste momento vamos aprendendo juntos a reconstruir o conhecimento. Boas experiências. Melhor ainda quando entram as crianças colaboradoras que eles mesmos escolhem e novos óbvios são desmascarados.
Segundo afirma Perrenoud (2000, p.29), “o professor que trabalha a partir das representações dos alunos tenta reencontrar a memória do tempo em que ainda não sabia, colocar-se no lugar dos aprendizes, lembrar-se de que, se não compreendem, não é por falta de vontade, mas porque o que é evidente para o especialista parece opaco e arbitrário para os aprendizes”.
Comecei a exemplificar para facilitar o entendimento acerca da palavra galinha, enquanto código quando podemos nos referir aos aspectos da consciência fonológica ou transposições fonéticas, com as belezas das falas regionais, ou ainda, esmiuçar a quantidade de letras e fonemas, sobre ainda aspectos sintáticos – referentes à forma – que estruturam a frase valorizando a clareza das idéias etc. Aos exemplos de representação, primeiro a clareza da concepção da galinha enquanto significante. Ela é um ser vivo, um animal, uma ave... bota ovos, tem penas e asas etc. Pode haver crianças que nunca viram uma e aquilo que nos é óbvio deixa de ser para essa criança que mora no décimo quarto andar de um edifício, sem quintal, ligada no mundo das mídias, come frango e não galinha cabidela. Quanto ao significado a galinha pode ser a “galinha dos ovos de ouro; a galinha ruiva; a galinha do vizinho; a galinha da minha vovó que chocou tantos pintinhos; eu vi meu avô matando uma galinha para comer e fiquei chocada; galinha ao molho pardo ou no tucupi; sua irmã é uma galinha; aquele menino é um galinha etc.”. Quantas palavramundos sobressaem à palavra do ditado ou da cópia, articulam-se ao contexto de simples frases ou emergem nas histórias clássicas das fadas e companhias? Quanta diversidade tem as palavras e em suas intensas semânticas!
A leitura da palavra é a leitura de meu mundo, o professor se põe a aprender com o aluno e a viver suas experiências e a dignificá-las no coletivo. A riqueza das trocas está no saber aprender e integrar o mundo da cultura ao mundo da ciência e vice-versa, o mundo de quem FALA e daquele que ESCUTA, quantas vozes permeiam e ali percebem-se em construção pelos sujeitos autores.
O óbvio é surpreendente. Ao nos colocar ouvindo aprendemos a palavra humildade-humanidade e assim aprendemos a aprender com o Outro. Segundo Morin (2003), todo conhecimento é tradução, reconstrução e inclui a interpretação do aprendiz. Basta saber ouvir. Basta re-olhar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Selinhos, mimos e coisas e tais.

Este selinho recebi da Tati Martins, vale a pena visitar: http://tatianemomartins.blogspot.com/, e aprender a ser desdobrável como ela.
As regras:

1 - Dizer quem te presenteou com o selo e colocar o link do blog;
2 - Copiar o questionário e responder a ele;
3 - Presentear 5 blogs com o selo e avisá-los sobre isso.

O questionário:

1. MANIA: de acordar de manhã e dizer “bom dia, sol!”, estou feliz por mais esse dia, mesmo que esteja chovendo, muito raro pelas manhãs belemenses.
2. PECADO CAPITAL: a temperança que se opõe a gula, exercício do autocontrole, que muitas vezes me leva às lágrimas, pois, a emoção está sempre à flor da pele e me faz sentir humanamente frágil, dependendo do momento é surpreendente.
3. MELHOR CHEIRO DO MUNDO: o cheiro da chuva na boa reserva de mata atlântica da serra do mar “Curitiba-Paranaguá” toda coberta de neblina.
4. SE DINHEIRO NÃO FOSSE PROBLEMA EU FARIA: uma creche para crianças em lugar que mais necessitasse junto com a comunidade local, para cuidarmos do patrimônio imaterial da humanidade: as crianças deste milênio, e lá teríamos tudo o que se tem de direito só para provar que com amor se faz tudo. Ser manso de coração e de atitude humana é digno de quem é educador-aprendente e busca sempre o diálogo como forma de rever posturas e ajudar nas aprendências da vida, sem ambição desmedida, muito mais pela cidadania maior aos que estão vivendo a cidadania menor nas contingências da vida.
5. CASOS DE INFÂNCIA: eu queria ler todos os livros, viajar pelos lugares com as asas da imaginação, ter bastante amizade para brincar, sorrir e fazer o bem sem olhar a quem... Ah! Quero pedir licença a Tatiana Belinky e repetir uma passagem brilhante a nos “dizer” em entrevista: “Uma vez, a dona Benta contou uma história cuja moral era ‘fazer o bem sem olhar a quem’. Daí a Emília discordou: ‘para os maus, pau!’. Que me desculpe a Capitu (personagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis), mas a Emília é a mulher mais inteligente do Brasil! E, além de tudo, é mágica!”. Eu queria ser mágica. Qual criança não quer?
6. HABILIDADES COMO DONA DE CASA: gosto de cuidar das roupas da família com muito carinho, a sentir o cheiro de cada um, seus sonhos, seus desejos, suas esperanças por um mundo melhor e mais humano a todos.
7. O QUE NÃO GOSTA DE FAZER EM CASA: passar roupa em tempo de muito calor, coisa costumeira aqui, daí me lembro quando passava roupa no frio e me aquecia. Boas saudades!
8. DESABILIDADES COMO DONA DE CASA: Re-Limpar o que acabei de limpar! Irrita qualquer um, mas, como acontece. Lembro-me que passava cera no assoalho de casa e meu irmão chegava com a bicicleta sem olhar por onde andava...
9. FRASE: Está no meu lema aqui no blog. Veja lá em cima.
10. PASSEIO PARA ALMA: ir ao centro espírita, ler livros e amar meu esposo.
11. PASSEIO PARA O CORPO: viajar com a família e sorrir com a vida.
12. O QUE ME IRRITA: falta de compaixão, a mediocridade e o estrelismo.
13. FRASE OU PALAVRA QUE FALA MUITO: "Ser perseverante e aprender a ser resiliente".
14. PALAVRÃO MAIS USADO: inexplicável ou irreconhecível
15. DESCE DO SALTO E SOBE O MORRO QUANDO: percebo que preciso aprender a subir o morro com os pés descalços e a olhar para o céu...
16. PERFUME QUE USA NO MOMENTO: o que inebria, acalma e adormece...
17. ELOGIO FAVORITO: qualquer que venha da alma, do coração, do olhar claro...
18. TALENTO OCULTO: bom motivo para redescobrir-se...
19. NÃO IMPORTA QUE SEJA MODA NÃO USARIA NEM NO MEU ENTERRO: a mini-saia, não combina comigo.
20. QUERIA TER NASCIDO SABENDO: talento para música e ser poliglota
21. EU SOU EXTREMAMENTE: observadora, sensível, humana e feliz com a vida por ter encontrado a pessoa que amo há trinta e três anos... Por ele aqui estou em Belém, deixei o Paraná para acompanhá-lo e lá ficou uma bela história, nela a nossa história, a caminhada inicial e a dois, pretendemos voltar, “eu sei que ainda vou voltar para o meu lugar...”.

Agora o selo "A dona deste blog é uma fofa" vai para as seguintes colegas blogueiras:

1. Adrianne Guedes,
mevitevendo, a blogueira que traz o livro da infância e nos faz abrir, sorrir e admirar, somos co-seguidoras...
2. Patricia Dias, em
infância, literatura e arte, blogueira aprendiz apaixonada pela leitura;
3. Noah Chiavenato, em
vivendo a pedagogia, a ex-aluna mais apaixonada por blog;
4. Áurea Albuquerque, em
http://tutoriademidias.wordpress.com/, a tutora do curso de mídias na educação, por ter retornado às funções e contribuir com os alunos de Bragança (PA);
5. Helioneth, em
http://helionethlisboa.blogspot.com/, professora do laboratório de informática que bem sabe lidar com o seu cotidiano pelas boas postagens;
6. Vou quebrar a regra do clube da Luluzinha e indicar o coordenador do Curso de Mídias na Educação – Pará, que vem se esforçando para manter todos seus alunos no Curso, através dos prazos dilatados e pelas postagens animadoras, Marcelo Carvalho, em
http://midiasnaeducacaopara.blogspot.com/;
7. A professora Daniela Torres, apaixonada por biologia - pela Vida, em
http://lelaorca.blogspot.com/; por sua espiritualidade, boa articulação e amplas visitas em seu blog, quando tem prazer em apresentar ao mundo blogueiro as escolas públicas locais.

sábado, 10 de outubro de 2009

CRIANÇAS COLABORADORAS: quanto tempo o tempo tem?


Acadêmicos do Curso de Pedagogia, no segundo semestre, vivenciam o Laboratório de Aprendizagem com as suas crianças colaboradoras e reconstroem-se no jogo intitulado "quanto tempo o tempo tem?" (roda de conversa, em 06.10.2009).

As regras do jogo:

1a. etapa: (a) desenhar usando somente retas no papel em todos os sentidos (vertical, horizontal ou diagonal); (b) não pode tirar o lápis do papel (de preferência não utilizar lapiseira, pois, a ponta pode quebrar com a pressão); (c) conta-se o tempo de 4 minutos na execução desta ação.
2a. etapa: (a) no tempo de mais 4 minutos, corrigir a gosto e/ou pintar o desenho realizado. A integração de novos elementos ou dúvidas referentes ficam a critério da criança. Como ela resolve problemas? A mediação, neste momento, observa.
3a. etapa: dar nome ao trabalho depois de pronto.
4a. etapa: relatar o processo vivenciado ao mediador ou a todos os colegas presentes se for uma ação coletiva. Avaliar o que a pressão, a tolerância, o controle, os limites, o processo criativo e o erro significam a cada pessoa, a cada criança. Não dar dicas sobre o relato. Observar o caminho do pensar e as emoções integradas.

1o. ato: os acadêmicos passaram primeiro pela experiência em sala de aula, o controle foi feito através de um instrumento, a ampulheta, a emoção guiada por música estilo new age, e, a mediação pela professora lembrando a todos sobre as regras firmadas.
2o. ato: Fazer o mesmo processo em casa sob as mesmas regras. Atribuir um nome ao desenho feito em casa e um título geral ao trabalho. Comparar os dois processos.
3o. ato: Vivenciar com a criança colaboradora, entre quatro a oito anos, e no processo inicial de letramento, que vai da educação infantil ao 3o. ano de 9 anos do ensino fundamental.
4o. ato: Descrever o processo através de relatórios.
5o. ato: Socializar aos colegas, em sala de aula, o processo vivenciado.
6o. ato: Pensar sobre os próprios significados ao mesmo tempo em que se formulam o(s) objetivo(s) do trabalho mediado.
7o. ato: De aluno para aluno. Tirar as dúvidas dos colegas que não vivenciaram a ação e incentivá-los a passar pelo mesmo processo.

As vivências com as crianças fizeram com que revisitássemos os seguintes conceitos vygotskyanos sobre a relação pensamento-linguagem-desenvolvimento:
- a criança modifica sua linguagem na interação com o outro e vai dando nova forma ao pensamento;
- nos atos e processos mediados se entrelaçam a imaginação (imagem em ação), o uso da memória (relações com o saber cultural) e o planejamento da ação (mais evidenciado nas crianças colaboradoras de 7 a 8 anos).

A linguagem (processos metacognitivos) sistematiza a experiência direta das crianças, como foi observado pelos acadêmicos (dúvidas expressas ou não: eu nunca fiz isto? como eu vou fazer? como eu vou começar? será que vai dar tempo?), sentimentos muitas vezes contrários ao fazer quando não se consegue perceber o sentido da ação.

Executam tarefas porque mandam e não porque querem. Remete-se à neurose da sociedade (Freud) em querer a todo custo que as crianças estejam na escola sem mesmo elas desejarem ir, a não ser vivenciar as práticas sociais lá dentro (recreio, merenda, brincadeiras, competição, cooperação, discriminação, isolamento, inclusão etc.). Por que tenho que ir para a escola? Por que aprender a ler e a escrever? Para que aprender a ler e a escrever? O que eu desejo aprender? São perguntas, dentre outras, que a criança se faz em vários processos de pensamento. Como se medeia?

Essa atividade vivencial é para mediar vários processos de pensamento e sentimento sob pressão interna e externa. Deixar vir à tona a fala internalizada (Vygotsky) ou linguagem egocêntrica ou socializada (Piaget). Há duas lógicas na linguagem infantil, segundo Piaget, o pensamento egocêntrico e a inteligência comunicativa, a lógica egocêntrica é mais intuitiva e seus raciocínios não são explícitos; a lógica comunicativa é mais dedutiva e torna explícita as proposições facilitando a mediação. Porém, para Vygotsky, a construção do real, do pensamento é mediado pelo interpessoal antes de ser internalizada pela criança, assim se procede do social para o individual. O pensamento não origina de forma egocêntrica por ser uma fala internalizada, revista, é a releitura da criança, como ela repensa e reinventa as coisas do seu meio e segundo sentimentos, desejos e interesses.

Aline com Beatriz (8 anos):
1a. etapa: A menina pediu uma pausa antes de começar. Insistiu em mais um pouquinho e disse estar pensando no que iria desenhar. Logo disse estar pronta. No meio do tempo retirou diversas vezes o lápis do papel. Ficou tensa com o flagrante e os traços saíram mais fortes. Terminou antes, em 2 minutos e 47 segundos. Limitou-se à idéia de casa, disse que não pensou mais em nada e perguntou sobre o que desenhar no resto do tempo. Olhou para o desenho e foi fazendo linhas curvas no telhado. Espantou-se com o erro. Tentou amassar o papel, levantou-se da mesa e começou a rir procurando outra folha para refazer o desenho. Aquietou-se quando soube que não era necessário.
2a. etapa: Mais animada, pediu para começar logo. Foi direto ao telhado e tentou consertar as curvas que fez. Mas, o giz de cera não conseguiu apagar. Integrou as maçanetas. O tempo acabou e meio triste disse "Aaaaaahhh!".
3a. etapa: "uma casa" foi o título atribuído.
4a. etapa: a acadêmica perguntou: "por que casa?" e ouviu a resposta: "porque é uma casa!". Aline se sentiu "meio boba", pois parecia muito óbvio. Beatriz lhe disse que gostou mais de pintar, porque "para pintar a gente não tem muito trabalho e porque não gosto de pensar muito". Ao final, Beatriz não quis que Aline trouxesse o seu desenho para a faculdade, com vergonha dos erros.

Segundo Piaget, se a pessoa possui estruturas em formação, o professor deve trabalhar com a idéia de que o erro é construtivo, pode-se corrigir no processo através da mediação, ajudando o aluno a pensar e a superar suas dificuldades.

Qual é o significado do erro para a criança? O que ela vivencia em seu contexto? A mediação vai construindo a forma de interagir no processo da andaimagem, no diálogo com a criança. O erro é uma tentativa de acerto, a questão é descobrir o raciocínio e o ponto da dúvida. Deixá-la repensar o erro através da andaimagem.
A criança nessa faixa etária desenvolve mais o pensamento lógico-matemático, mais concreto, o desenho é o que é, funcional e objetivo. Para Piaget, os processos da inteligência representativa é correlativa a aquisição da linguagem que participa de um processo mais geral que consiste na composição da função simbólica. A criança cria novos sentidos aos objetos, são os progressos da inteligência representativa nos processos comunicativos.

Para os acadêmicos, os objetivos dessa vivência foram:
- observar o raciocínio da criança e do adulto sob pressão ao criar um desenho. Quando nós trabalhamos sob pressão, com regras predefinidas não é prazeroso, pois, não se deixa a criatividade fluir (Layse Costa);
- adaptar-se e se flexível às necessidades, mesmo sob pressão e limitação (Layse Costa);
- entender o que a criança sente quando o processo criativo é interrompido por predefinições que lhes obriga a seguir o que é imposto (Aline);
- como se colocar no lugar da criança: inibir ou soltar a criatividade? (Aline);
- perceber a agilidade da criança e a própria experiência de acadêmica e como aluna no passado (Simone);
- aprender a se organizar e a se adaptar com as coisas do mundo. Vivenciar sem pressão é menos exaustivo (Valdir);
- conhecer nossas limitações; saber onde se pode ir e chegar com certas limitações; encarar essas limitações como reta final ou como desafio a ser superado? (Lauriane).

Socializar experiências anteriores de outras turmas:
Geralmente sofrem impacto ao perceber que alguns alunos conseguem resolver bem o processo da "pressão" das regras sem deixar de planejar a ação no mesmo tempo que todos. Como podemos viver a vida agitada sem deixar de integrar razão e emoção com arte? Como a criança poderá ir para a escola e gostar de aprender?

- Onde está o DESEJO DE LER? DE REINVENTAR? DE SE PERCEBER NAS - E ENTRE AS - APRENDÊNCIAS?

Abaixo os dois desenhos produzidos, em 4 minutos, pela acadêmica Rozeane (ago.2007), só com linhas retas e sem tirar o lápis do papel. Em casa (Pensamento distante) e na Faculdade (Na teia da vida), tendo também mais 4 minutos para pintar e corrigir o erro. Quais inteligências percebemos nesse processo?






quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TV DIGITAL NA ESCOLA: uma utopia possível


Como incluir os alunos?
Aprendi através do e-proinfo que com esse recurso tecnológico, o limite dos programas que se pode fazer, incluindo o aluno como interagente, é a imaginação (imagem-em-ação).
Animo-me a perceber que podemos usar a TV digital com interatividade, tendo como suporte teórico e metodológico princípios freinetianos, através de suas aulas passeios (estudo de campo) e imprensa escolar que requerem processos cognitivos e metagonitivos em múltiplas movimentações: afetividade, senso de responsabilidade, senso cooperativo, sociabilidade, julgamento pessoal, autonomia, expressão, criatividade, comunicação, reflexão individual e coletiva.

Os alunos aprendem em movimento tendo o lugar como ponto de partida. A idéia de intercâmbio entre escolas diferentes e se possível de diferentes localidades (bairros, municípios e estados) anima mais a gurizada a pensar e a dizer sobre o seu local ao grupo do lado de lá. O legal é dar oportunidades a turmas ou alunos que estão encontrando mais dificuldades de aprendizagem para potencializar sua habilidade de falar, imaginar e escrever. Onde está o desejo deles?

Inclui-se aí um passeio pela escola a fim de redescobrir e fazer releitura de cada metro quadrado pedagógico, com que olhar? O re-olhar! Na comunidade, entrevistando moradores e observando as belezas do lugar, mas, sem deixar de ver os impactos ambientais.

A educação através do mundo digital fomentará a forma reflexiva e crítica de se comunicar e ampliar horizontes. As tarefas devem vir seguidas: compreensão da realidade local com destaques culturais e problemáticas; preocupar-se com o que dizer, com a leitura crítica das próprias mensagens e o planejamento do discurso para enfrentar o inesperado, procurando fazer uso da utilização livre e criativa das competências pessoais integrada ao seu grupo de colegas, tudo através de processos de andaimagem.

OBJETIVO GERAL
Fazer uso do questionamento reconstrutivo de forma a re-olhar a realidade da escola, os avanços da tecnologia e as possibilidades de integrar conhecimentos a fim de que o aluno possa perceber a necessidade de leitura e tomadas de decisão mediante situações-problemas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Contribuir no processo de autoformação dos alunos através de seus processos cognitivos e matecognitivos para sucesso das aprendizagens e parcerias.
- Analisar os discursos produzidos e as produções elaboradas por dois grupos distintos: o da escola de lá e o da escola daqui que integram a rede humanizadora do conhecimento.

METODOLOGIA
Repórteres-mirins a entrevistar moradores, ilhéus e ribeirinhos, acerca de como veem a paisagem da orla daqui a dez anos, observar mais próximo as falésias, as consequências do turismo, os sonhos, suas fantasias, o despertar, a perspectiva; o escalpelamento da mata ciliar, o assoreamento de rios e igarapés, o tanto de peixes e pesca artesanal que ali borbulham e conversam, os cantos do lugar, a urbanização, a ponte que interliga continente e ilha, os grupos étnicos, a cultura, a violência, as crianças na escola e as sem escola, a utopia necessária, a tomada de decisão.

O que se quer comunicar e saber do lado de lá; firmar contratos interativos e perceber nos discursos aspectos convergentes e de políticas públicas, que reflexões advêm dessa forma de "tratar" a obviedade, os protagonistas da ação investigam-se, perpassam, relacionam, arrefecem ou integram a cultura de seus lugares? São desafios a observar.

Como se planeja a criação de diálogos? Quem é o outro? As falas estarão recheadas de quê (conteúdo e estilo)? Quais os gêneros textuais mais marcantes? Suas músicas, seus falares, suas vestimentas, seus costumes, suas VIDAS. Como irão dividir as tarefas? Como ocorrerá a mediação pedagógica? Como organizar a pauta, o roteiro, as informações colhidas, a produção do texto, a revisão, a clareza da comunicação e a objetividade do discurso.

O resultado tende a proporcionar e valorizar redescobertas, aprendizagem, integração e movimentar a produção de conhecimentos durante as interlocuções.

AVALIAÇÃO
Tabular dados comparativos e singulares das escolas de lá e daqui, interações particulares e plurais. Observar o desenvolvimento do protagonismo, dos discursos, seus conteúdos e motivações.

Como o aluno constrói sua autocrítica no processo a fim de perceber o quanto aprende com o outro e em suas falas internalizadas?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um Blog, Um Selo, Grandes Amigos


Meu querido professor Franz, do Nied-Belém e do Blog: http://esteblogminharua.blogspot.com/ me presenteou com este selo, e como ele mesmo cita não é "dourado", mas Blog Dorado.
Fico muito feliz num tempo de boas homenagens, como a que recebi na semana anterior da Universidade Estadual do Pará (UEPA), pelos 10 anos do Planetário, reconhecendo "em público" - e de forma inesperada - o projeto institucional de minha autoria e a cartilha de "O céu dos índios Tembé", ganhadora do 1o. lugar do Prêmio Jabuti, edição 2000, na categoria dos Didáticos.
Agora este selo surge de alguém cuja notoriedade é da apaixonada área da etnomatemática, alguns aprendizados temos trocado em suas postagens. Dele vem a sabedoria de alguns ditados "enquanto os cães ladram, a caravana passa", e esta outra máxima "só se atira pedras em árvores que dão bons frutos". Muito obrigada!
Eu também indico, não os 15 blogs, mas neste momento, cinco deles:
1. O Blog da Tati Martins: http://tatianemomartins.blogspot.com porque acredita no amor ao próximo por ser desdobrável, como Adélia Prado.
2. O Blog das AMIGAS Lenira, Deolinda, Claudiane e Vanda, do Blog: http://alfabetizacaoemfoco.blogspot.com, porque sabem amar a realidade das classes multisseriadas e nos ensinam através dessa "paixão de aprender", como Madalena Freire, os processos intensos de letramento.
3. O Blog da Marli, aliás ela é muldimensional, mas, cito aqui novamente o http://blogosferamarli.blogspot.com, pelos seus constantes voos inovadores, adorei ainda o http://arrobaeduca.terapad.com, que nos transporta pelo mundo a partir da história circundante da tecnologia. Vale a pena visitar! Um achado.
4. O Blog lá de Bragança (PA), o http://lelaorca.blogspot.com, pela paixão das relações interdependentes, mas, particularmente, pela sincronicidade das idéias de repórteres-mirins, e por aqui, através do Planetário criamos os "cientistas-mirins" e pela paixão das borboletas, aqui encontramos a famosa borboleta azul, que nos transmitem equilíbrio no local... E de fato, elas não são azuis, mas é o reflexo do olhar, da luz dos olhos do Outro. Belo olhar!
5. O Blog que representa às idéias de São Domingos do Capim, outro belo lugar, através da Professora Maria Ester Pantoja, em: http://capimcasos.blogspot.com. Pelas boas idéias e os causos que historicizam a bela localidade em torno do Rio Capim. Com quem aprendi? Com alunos de Pedagogia e Colegas Professores dessa localidade.
Volto a agradecer Franz e a Meninas do Espírito Santo pelo incentivo do retorno ao Blog!
Abraços!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AOS AMIGOS

Aos CAROS AMIGOS,

Diante de uma linguagem subliminar rastreada de amor, solidariedade, dignidade e sempre educadora que aprende a lidar e a viver o processo intenso de autoformação e metacognição.

"Sei que vou voltar", para esse momento nada menos do que Chico, Tom e seus amigos... Aos meus!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Prêmio para o Blog

É muito bom ganhar algo de pessoas especiais, que nos jubilam com a arte e o prazer da blogagem, harmonizando texto, imagem, sentimentos, curiosidades e afetividades - nos agraciam de mais alegrias culturais e infindas! Sim, elas nos afetam com seus diferentes dizeres e formas de nos fazer pensar, viajar e vontades de reescrever. Publicizo a simpatia e agradeço à Marli (http://blogosferamarli.blogspot.com) que presenteou o blog com o selinho, logo abaixo.
O regulamento é falar de 7 coisas que gosto e indicar 7 blogs para levar o selo. Então vamos lá: (1) Enéas, em janeiro, faremos trinta anos de casados; (2) Ler, em um cantinho bem gostoso; (3) Tomar café da manhã com frutas, granola, sol ou chuva, cheia de amor e felicidade por mais um dia; (4) Andar de trem de Curitiba a Paranaguá, como nos velhos tempos, a olhar as hortências, montanhas, vales, quedas d’águas e mergulhar nos túneis; (5) Sonhar e desafiar-se a tornar o mundo melhor; (6) Escrever deixando-se conhecer e redescobrindo-se nas próprias escritas; (7) Estar em casa com minhas filhas, marido e cachorros. Indico os seguintes blogs: Alfabetização em foco, Mídias na Educação Pará, Construindo o conhecimento, Netescrita, Leitura e Escrita na Escola, O PC e a Criança, e, Vivendo a Pedagogia.

Não deixe de comentar. Compartilhe conhecimento!

domingo, 21 de junho de 2009

APRENDÊNCIAS EM PSICOPEDAGOGIA

FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA – Módulo I
V TURMA DE PSICOPEDAGOGIA – MAIO/2009




Constrói-se conhecimento com o outro, resgatando a auto-estima, dialogando, recolocando palavras, revendo contextos, realidades e processo de formação.
Criar um boneco é a busca pela identidade do psicopedagogo e de ver-se ressignificado nele. Nas dinâmicas que abrem e fecham o curso vamos revisitando sentimentos, emoções e saberes. Ao final, retornam às questões iniciais: como é o teu nome? como você se chama? como o outro te chama? como você gostaria de ser chamado? Nem todos gostam de mexer em sua história, mas, procuram saber a origem de seu nome e o próprio chamado.
Vocação quer dizer “chamado”. Chamar é diferente de dizer o nome. Como você se cuida? Como você se toca? Como você ouve a tua voz? Que voz é essa que nos constitui? Que desejos são esses que ecoam? São meus? São nossos? Somos influenciados e influenciáveis? Como você se ama? Somos produtos do meio e seguimos a Outridade ou debatemos com esse Outro que nos habita? Que sujeito cognoscente somos nós?
Para lidar com as aprendizagens precisamos antes saber como nós aprendemos? Refletir sobre as ensinagens que nos afirmam, sobre escolhas, caminhos e ressignificados. Assim alunos e alunas durante esse módulo aprendem a discutir com o chamado e o chamar-se, atribuindo nomes aos sentimentos e às suas vivências, emoções, afetividades, percepções e visões de mundo, de lugares e à forma como ocupamos nosso espaço no tempo dessas aprendizagens. Que certezas nos constituem?
O boneco? Vem da realidade externa à obra que traz traços marcantes na escolha da vestimenta, do calçar-se, no corpo e sua corporeidade. Aparecem bonecos sem braços, sem corpo, em mosaico ou montagens, com partes do corpo substituídas, obras inacabadas.
O projetar-se vai se mostrando e representando princípios éticos e estéticos, produções que direcionam o fazer de forma descontraída ou séria, compenetrada, preocupada ou relaxada. O ato de reinventar-se está nas mãos do artesão. Segundo Salles (2001), “trata-se da teoria que se manifesta no ‘conteúdo’ das ações do artista: em suas escolhas, seleções e combinações”. O inacabamento tem um valor dinâmico, aproximativo. A construção gera outras construções em cadeias infinitas.







Falas produzidas nesse processo de reconstruir-se através dos bonecos:
“O papel do psicopedagogo é importante na reconstrução do sujeito autor”.
“Passei a compreender algumas coisas que aconteceram na minha infância, compreender a relação mãe e filha e quebrar barreiras. Hoje me sinto mais amada do mundo”.
“Meu processo de assimilação e acomodação não estão equilibrados. Vejo-me como fruto de uma escola que premiava o esforço da hiperacomodação e não dava lugar ao juízo crítico. A minha aprendizagem vinha se dando de forma hipoassimilativa. Estou aprendendo a aprender”.
“Fiquei tentando entender meu modo de aprendizagem, fui percebendo o quanto é importante ‘você no mundo’. O aprender e o ensinar acontecem em diferentes dimensões do pensamento, do sentimento, da ação e das interações socioafetivas”.
“Na minha boneca não aparece o corpo, necessito me autoconhecer, de meu equilíbrio para ajudar a criança que naquele momento precisa de mim”.
“Atuo há 6 anos na alfabetização de jovens e adultos, onde me deparo todos os dias com problemas de aprendizagem, percebi que o Psicopedagogo trabalha o outro, o corpo do outro e sua sensibilidade podendo assim interpretar e captar o que ele sente, pude perceber que escolhi a pós-graduação correta. A aprendizagem deve ser encarada como um processo de produção criativa de conhecimento e não mais como modelo estruturado tradicional centrado no mestre que ensina”.
“Na pedagogia não havia compreendido os motivos pelos quais os indivíduos não aprendiam em sala de aula, mesmo dispondo de técnicas e métodos de ensino consistentes. O módulo nos possibilita o autoconhecimento sobre o comportamento humano e o ato de ensinar e aprender. O estudo é bastante apurado, suscita um desvelar, um descobrir, observar e refletir...”.
“Como compreender, avaliar e analisar o outro se eu mesma estou com dificuldades? Através das leituras e pesquisas fui descobrindo um universo de palavras que precisam ser redescobertas e interpretadas. O trabalho do psicopedagogo exige observação, perspicácia, concentração e discernimento”.
“A professora mediadora foi responsável pela primeira impressão da Psicopedagogia, sua maneira forte e marcante, sua personalidade ao expor os assuntos deixou a idéia de buscar e estudar sempre”.
“Fiquei surpreso com o que aprendi e a relação com o teatro. Consegui trabalhar bem o conhecimento e a compreensão dos demais, contribuindo com minhas idéias e defendendo-as quando havia divergências de opiniões”.
“Senti particularmente algumas dificuldades para interpretar o estudo de caso, por isto me considero com a cabeça quadrada, razão de minha representação”.
“Achei que o trabalho psicopedagógico estava centrado somente nas dificuldades de aprendizagem, este trabalho é muito mais abrangente, tem todo um conteúdo afetivo, cognitivo e social para ser analisado”.

Palavras-Mundo na opinião dos futuros psicopedagogos: Afetividade, Acomodação-Assimilação, Aprendizagem, Autoconhecimento, Autonomia, Autoria, Identidade-Identificação, Impensável-Não-pensável-Pensável, Inibição Cognitiva, Nome, Resiliência, Violência Encoberta-Violência Explícita.