
Adrianne Ogêda, a querida colega lá do Rio de Janeiro, que leciona também por Macaé, me presenteou com este belo selo.
Fugi da regra, pois, tinha eu que escolher três livros e apresento mais um, talvez esteja em fase mais reflexiva e volte a remexer os livros, quem sabe por estarmos no final de 2009, revisão, limpeza de casa, planejamento 2010, novo ano, perspectivas, presentificações, sonhos, mudanças necessárias, promessas para si mesmo etc e tal. Fiz uma viagem pela filosofia e pela religião...
Para todas as crianças e de todas as idades... Menino Deus, Menino Jesus e para as Simplesmentes Marias (às músicas, com o tempo necessário, clique nos links anteriores). Homenagens singelas. Supremas a todos nós! Assim começo com um livro infanto-juvenil, para variar. E este primeiro é o meu adendo:
Fugi da regra, pois, tinha eu que escolher três livros e apresento mais um, talvez esteja em fase mais reflexiva e volte a remexer os livros, quem sabe por estarmos no final de 2009, revisão, limpeza de casa, planejamento 2010, novo ano, perspectivas, presentificações, sonhos, mudanças necessárias, promessas para si mesmo etc e tal. Fiz uma viagem pela filosofia e pela religião...
Para todas as crianças e de todas as idades... Menino Deus, Menino Jesus e para as Simplesmentes Marias (às músicas, com o tempo necessário, clique nos links anteriores). Homenagens singelas. Supremas a todos nós! Assim começo com um livro infanto-juvenil, para variar. E este primeiro é o meu adendo:
Um irmão espera outro que está a nascer e nesse meio-tempo um outro menino vindo de um planeta distante aparece dependurado como uma maçã em uma macieira, de ponta-cabeça, vindo de outro planeta e nascido de um ovo. Não sabem quem está ao contrário e seguem-se perguntas a questionar o óbvio. Que gosto tem a primeira maçã que alguém tem na vida? Há belezas como a reconhecer o fato de que “quanto mais escura a noite maior é a quantidade de sóis que podemos ver no céu”. E o que nos leva a seguir em frente é saber que “a resposta é sempre um trecho do caminho que está atrás de você. Só uma pergunta pode apontar para a frente”. Assim os dois novos amigos interrogam-se e se divertem muito com os enigmas partindo da premissa que as perguntas merecem reverência. Sobre a amizade no meio-tempo encontrei à significativa passagem “quando duas pessoas levantam a cabeça e cada uma sai do seu vale profundo para encontrar a outra lá em cima da montanha, pouco importa como se chama a montanha, ou de onde cada uma veio”. Por isso vale a pena ler o livro pelas redescobertas que fazemos com as crianças.
Mudar o mundo e o ser humano a partir de si mesmo, é fácil? É desafiar-se, desafiante, desafiado, pois, de nós não podemos calar. Segundo Nice (prólogo, 1886), este livro exige muito, “ele se dirige a pessoas que não vivem atormentadas por uma obrigação boçal, ele pede sentidos delicados e exigentes, tem necessidade do supérfluo, da superfluidade de tempo, de clareza de céu e coração, de otium [ócio] no sentido mais temerário...”.
ZOHAR, Danah. O ser quântico: uma teoria revolucionária da natureza humana e da consciência, baseada na nova física. 7 ed. São Paulo: Best Seller, 1990.A autora procura examinar as noções de ser, movimento e relacionamento a partir da física quântica. Para ela “as coisas e acontecimentos que eram visto como seres separados são agora aspectos múltiplos de um todo maior e suas existências ‘individuais’ se definem através do contato com esse todo”. Apresenta no livro o conceito quântico de “relacionamento não-local”, oferecendo a chave para compreendermos a nós mesmos e nossa interação com o mundo do qual somos parte. Tem muito a ver com o mundo do ciberespaço, o da blogosfera, pois, segundo ela, “todas as coisas e todos os momentos tocam uns nos outros em todos os pontos”.
REVEL, Jean-François; RICARD, Matthieu. O monge e o filósofo: o budismo hoje. 2 ed. São Paulo: Mandarim, 1998.Gosto de discutir paradoxos. Promover a dialética e buscar o diálogo pela observação de pontos convergentes, motivações divergentes. É a compreensão a traçar o plano dos possíveis e imagináveis. É a reconciliação. A compreensão. O respeito às diferenças. Neste livro, pai agnóstico e filho budista conversam a respeito do crescente interesse sobre o budismo. Um é filósofo ocidental e o outro é um monge ocidental com educação oriental. O livro ajuda aqueles que desejam conhecer mais sobre o budismo. Um bom bate-papo. Não é um livro recente, mas continua atual. Há mais coincidências do que divergências entre quem reza e quem medita. O encontro de religiões, o ecumenismo dos homens e a atitude de abertura espiritual é que fazem a diferença no mundo. A questão da globalização da violência é tema debatido no mundo inteiro. Angustia o educador, o professor que vive o cotidiano das escolas.
Por outro lado, “Quando não se tem consciência da verdadeira natureza das coisas, a pessoa se apega ao modo aparente delas. O mal não passa de uma aberração, assim como o erro não passa de uma percepção incorreta da realidade. Em essência somos perfeitos e a ignorância e a violência são os véus que nos afastam de nossa natureza verdadeira e fundamental, então, por isso, ele (o mal) de fato ‘aparece’, mas nem por isso tem existência própria. Quando se toma uma corda por uma cobra, a cobra nunca existiu, em momento algum e de nenhuma maneira, a não ser ilusória. O erro, portanto, só tem um modo de existência puramente negativo, não possui existência própria. É pelo fato de o conhecimento ser a natureza última da ignorância que esta pode ser dissipada. Pode-se lavar uma barra de ouro, mas não se poderia embranquecer um pedaço de carvão” (p.172-3). Há que rever as nossas realidades e enfrentar os fantasmas do mal, do erro, da violência e resgatar a pessoa. O livro nos ajuda a re-olhar todos os cantos e recônditos do ser/estar. “A ignorância aparece no seio do conhecimento, mas, não pertence à natureza última do conhecimento (...) o ouro não muda nunca, mesmo mergulhado na lama; o sol brilha continuamente, mesmo escondido pelas nuvens” (p. 173-4). É preciso acreditar na transformação e acreditar nos projetos pedagógicos diante nas realidades das escolas da vida.
Nessa corrente amiga repasso o selinho ao e às amantes da leitura, como eu:
1. Tati Martins (Rio de Janeiro, RJ)
2. Lenira, Deolinda, Claudiane e Vanda (Baixo Guandu-ES)
3. Eduardo Marculino (Rio de Janeiro, RJ)
4. Sheila Regina (Marabá-PA)
5. Mary Sônia (Marabá-PA)
















