O Pará revitaliza escolas estaduais através de concurso de blogs em duas modalidades: de escolas e a outra de professores, ajudando a mobilizar cotidianos, percepções, idéias, conhecimentos, relações, criatividades e autorias. Sucesso garantido a toda comunidade envolvida.
Há poucos dias, navegando pela net, encontrei os blogs de 19 professores participantes do I Concurso de Blogs Educativos do Estado do Pará 2009, através do CTAE, e fiquei muito contente com a iniciativa desse evento promovido pela Seduc que dinamiza o uso de blog na educação. Nas escolas estaduais! Parabéns a todos que chegaram a esta fase. São vitoriosos!
A nova etapa requer novas exigências, não só bom design ou boas postagens de conteúdos que desvelem a práxis interativa, mas, como constroem suas linguagens e buscam cultivar leitores virtuais, em sua dinâmica, estabelecer links e conquistar bons comentários para juntos a outros na rede, potencializar o conhecimento coletivo e a construção de sentidos a se renovar, personalizar, entrecruzar e pluralizar suas leituras de mundo, os seus lugares de vida, os discursos representados que devem culminar na constelação multicultural e necessária da/na escola sem paredes e para além de seus muros. Apesar de hoje alguns tão vulneráveis, frágeis... A educação pode mudar. É o nosso compromisso.
A pedagogia de projetos pode ressignificar a concepção de currículo, desdobrar-se e ampliar ações integradas e promotoras do processo interdisciplinar. Alguns questionamentos vem a cooperar com o processo de construção do perfil desse novo, amplo e aberto ambiente pedagógico, a informática educativa promovida no laboratório de informática disponível, na escola ou na comunidade, define a janela para o mundo, assim se faz necessário re-olhar:
- a identidade construída pela equipe do "laboratório de informática" da escola;
- as referências identitárias de sua imagem e suas afirmações na comunidade escolar;
- o objeto de pesquisa desse ambiente pedagógico;
- os impactos provocados nas aprendizagens.
Acerca da modernidade e de como os novos recursos tecnológicos vão se assentando e ocupando o território pedagógico da escola, encontrei o vídeo abaixo no Blog da Tati Martins:
Em conversa com o Professor Pedro Demo, via e-mail, tomei conhecimento acerca do livro "Educação hoje: 'novas' tecnologias, pressões e oportunidades", editado pela Atlas e lançado no começo deste ano, em que discute sobre a “web 2.0” e a sua relação com educação. Em nossas habilidades metacognitivas e desenvolvimento, tomamos consciência hoje de que o professor aprende a "ser pedagogicamente correto, como o profissional da aprendizagem, e tecnologicamente correto, como profissional do século XXI" (DEMO, 2009). O que nos espera? Vem vindo por aí a nova onda do Google, que promete revolucionar a forma de comunicação na web, veja aqui e aqui.
O uso das novas tecnologias desperta interesse, remexe bastante com alunos "desmotivados", por isso se torna estimulante e desafiante desenvolver a mediação pedagógica e nos mais diferentes ambientes, mas é necessário que seus protagonistas reúnam e rediscutam interfaces, competências, habilidades, técnicas, meios, recursos para reinventar a educação e não se sintam desprovidos desses conhecimentos e de formação continuada.
Cabe a nós professores voltar o nosso olhar não só para a nossa própria identidade, e que junto a outras e de outros grupos estão sempre em processo, capaz de reconstruir relacionamentos em diferentes espaços e tempos de aprendizagens, que inclui o saber incorporar a globalização midiática na práxis com qualidade e pertinência.
Face às nossas realidades culturais e contemporâneas, de passos acelerados e por vezes energéticos, indecisos, contraditórios, tensos, estressados, Paulo Freire (1996) nos sacode e nos convida a repensar a violência, as relações, os medos, as ansiedades, os sonhos, as esperanças e a tocar na palavra ética, e de como se aplica ao uso do computador e da net enquanto recursos de interação, equidade e qualidade de vida. É um alerta para ao estarmos ligados no mundo a gente não se desconecte de nosso próprio mundo, sabendo potencializar o uso de tecnologias integradas e o das múltiplas inteligências relacionando-as sempre à educação para o sensível.
“Se sonhamos com uma sociedade menos agressiva, menos injusta, menos violenta, mais humana, o nosso testemunho deve ser o de quem, dizendo não a qualquer possibilidade em face dos fatos, defende a capacidade do ser humano em avaliar, de compreender, de escolher, de decidir e, finalmente, de intervir no mundo”. (FREIRE, Pedagogia da Autonomia, 1996, p. 58-9).

- Para onde vai o barco? Para onde queremos que o barco vá? (Rubem Alves, Conversas com quem gosta de ensinar).
Para os 19 professores participantes desse momento histórico da educação paraense a ampliar suas possibilidades pedagógicas diante da rede de computadores e novos relacionamentos e aprendizagens, encontrei e filtrei o poema de Quintana como bom fortificante: "existe uma idade para a gente ser feliz... para a gente se encontrar com a vida... em que a gente pode criar e recriar a vida... e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO". (Quintana, A idade de ser feliz).